quinta-feira, setembro 17, 2009

Paul Eluard in Poésies et vérités

creerlapaix.com


Liberdade

Nos meus cadernos de estudante
Na escrivaninha e nas árvores
Na areia nevada
Escrevo o teu nome

Nas páginas lidas
Em todas as páginas brancas
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome

Nas imagens douradas
Nas armas dos guerreiros
Na coroa dos reis
Escrevo o teu nome

Na selva e no deserto
Nos ninhos entre as giestas
No eco da minha infância
Escrevo o teu nome

Nos meus trapos de caloiro
No açude de sol bafiento
No lago de lua esperta
Escrevo o teu nome

Nos campos no horizonte
Nas asas dos passarinhos
No moinho tenebroso
Escrevo o teu nome

Em cada sopro da manhã
No mar e nos navios
Na insensata montanha
Escrevo o teu nome

Na espuma das nuvens
E nos suores da borrasca
Na chuva densa e insípida
Escrevo o teu nome

Nas formas cintilantes
Nas cores dos sinos
Na verdade física
Escrevo o teu nome

Nos caminhos conscientes
Nas estradas estendidas
Nas praças que trasbordam
Escrevo o teu nome

Na lâmpada que se acende
E naquela que se apaga
Nas minhas razões reunidas
Escrevo o teu nome

No fruto cortado em dois
Do espelho e do meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo o teu nome

No meu cão glutão e terno
De orelhas levantadas
Na sua pata desastrada
Escrevo o teu nome

No limiar da minha porta
Nos objectos familiares
No rolo de fogo sagrado
Escrevo o teu nome

Em toda carne acordada
Na testa dos meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo o teu nome

Na janela de surpresas
E nos lábios comoventes
Mais longe que o silêncio
Escrevo o teu nome

Nos refúgios destruídos
Nos meus faróis extintos
Nos muros do meu tédio
Escrevo o teu nome

Na vacuidade sem desejo
Na desnuda solidão
Nas escadas da morte
Escrevo o teu nome

Na saúde reencontrada
No risco extraviado
Na fé sem recordação
Escrevo o teu nome

E pelo poder duma palavra
Recomeço a minha vida
Nasci para te conhecer
Para te nomear.

Paul Eluard
in Poésies et vérités, 1942

Tradução: Fernando Oliveira    Poema de Paul Éluard inserido na colectânea da sua poesia «Poemas de Amor e de Liberdade» 
http://franceportugal1.blogspot.com/

Rainer Maria Rilke

Rainer Maria Rilke



O Poema
Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 4 de dezembro de 1875. É considerado como um dos mais importantes poetas modernos da literatura e língua alemã, por sua obra inovadora e seu incomparável estilo lírico.
"Poeta fundamental, Rilke é a voz de uma época em transição. Talvez seja a última voz do seu tempo, aquela que anunciou o "fim dos tempos modernos", como quer Romano Guardini, e ao mesmo tempo a primeira voz e o primeiro poeta dessa nova era que estamos começando a viver."
(Paulo Plínio Abreu - parte de uma introdução
sobre a obra de Rilke publicado no jornal paraense:
"Folha do Norte" entre os anos de 1946 e 1948)



A Pantera
                        No Jardin des Plantes, Paris
De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.

A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.

De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.

(Tradução: Augusto de Camp

Quando eu morrer quero ficar (Ode a Mário de Andrade) ::


Quando eu morrer quero ficar (Ode a Mário de Andrade) ::

Categoria: Paisagens e lugares
Autor(a): Rubens Ramon Romero | história publicada em 5/8/2009
Quando eu morrer quero ficar,
Ao lado de meus amigos.
Sepultado no cemitério do Brás.
Na Quarta e Última Parada.
Saudades.

Meus pés enterrem...
Num campinho da várzea antiga.
Na baixada do Glicério meu sexo.
A cabeça no grupo escolar.
Lembranças.

No Museu do Imigrante
Afundem meu coração brasileiro.
Não esqueçam como vivi.
Junto de duas pátrias.
Amadas.

Nos Correios enterrem minha pasta de Office Boy.
Meu ouvido tampe-os com algodão
Não quero ouvir mais besteiras.
Asneiras.

O nariz que cheire as rosas.
No Jardim do Edem.
A voz deixe na Liberdade.
Maldade

As nádegas.
Nos bancos da Paulista
Os olhos no esquife da mulher.
Amada.

As mãos deixem presas, juntas.
No coração. No Incor.
Os joelhos, na Igreja do Brás.
As tripas, já as perdi.
Esqueçam.

O Espírito é de Deus,
Deixe embalado, no Paissandu,
No colo da Estatua Mãe Negra.
Aos inimigos deixem o Epitáfio.
Kardecista: Volto Logo!

e-mail do autor: rrubensrr@bol.com.br
ORIGINAL
QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
          Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
          Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
          Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
          Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
          Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
          Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
          Adeus.

                            De Lira Paulistana    http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet078.htm

quarta-feira, setembro 16, 2009

Espólio documental de Pessoa classificado tesouro nacional



por Lusa14 Setembro 2009
O decreto-lei que classifica como bem de interesse nacional o espólio documental do poeta Fernando Pessoa, com o objectivo de "evitar o risco de dispersão, deterioração ou perecimento", é hoje publicado em Diário da República.
De acordo com o diploma n.º 21/2009 do Ministério da Cultura, esta classificação, que entra em vigor a partir de terça-feira, dia 15 de Setembro, passa a designar o espólio do escritor como tesouro nacional.
Pelo decreto-lei ficam abrangidos "todos os documentos produzidos ou reunidos por Fernando Pessoa, seja na forma de manuscritos autógrafos, isolados ou integrados em documentos de terceiros, assinados ou não, de dactiloscritos ou tiposcritos, com ou sem intervenção autógrafa, assinados ou não".
São ainda incluídos "todos os documentos biográficos de Fernando Pessoa ou que registem as suas técnicas e hábitos, assinados ou não, seja qual for o acabamento do texto ou textos neles contidos, e os documentos impressos que se reconheça terem pertencido à sua biblioteca e ostentem marcas autógrafas de utilização".
No diploma, o Ministério da Cultura recorda que o processo de classificação do espólio de Fernando Pessoa foi levado a cabo pela Biblioteca Nacional de Portugal no âmbito das respectivas atribuições, "tendo contado com o parecer dos mais importantes especialistas da obra pessoana" e houve "consenso unânime sobre o nível de protecção que se torna imperativo atribuir ao espólio.
"O testemunho de civilização e cultura do espólio de Fernando Pessoa reveste-se de interesse nacional e exige a respectiva protecção e valorização, atendendo ao relevante interesse cultural, designadamente histórico, linguístico, documental, artístico e social, reflectindo valores de memória, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade e exemplaridade", é sublinhado no diploma.
Nesse processo - recorda ainda - "foi realizada a audiência prévia de todos os proprietários e detentores conhecidos das partes componentes do espólio documental de Fernando Pessoa, bem como consulta pública e divulgação pública na página electrónica da Biblioteca Nacional de Portugal de todos os documentos que integram o procedimento de classificação".
No diploma é ainda assinalado que o escritor deixou publicada em vida uma décima parte da obra e que esta circunstância "atribui ao seu espólio um valor cultural único".
"Se para qualquer autor o espólio testemunha vivências relevantes do percurso seguido no acto de criação, registando as respectivas técnicas e os hábitos de trabalho, no caso de Fernando Pessoa os autógrafos e demais documentos genéticos que integram o seu espólio tiveram, e continuarão a ter, um valor fundacional do legado conhecido e por conhecer", sublinha o texto do decreto-lei.
Sustenta ainda que "não se tratando de materiais acabados ou definitivamente fixados pelo autor, o espólio constitui uma matriz aberta a diferentes leituras que nem o mais laborioso conjunto de investigações poderá fechar".
O decreto-lei foi aprovado em Conselho de Ministros a 30 de Julho deste ano.
Num leilão polémico realizado em Lisboa, em Novembro do ano passado, pelos herdeiros de Fernando Pessoa, a Biblioteca Nacional de Portugal adquiriu vários dos lotes colocados à venda, entre eles cartas, outros documentos manuscritos e o dossier "Pessoa-Crowley".

Casa Fernando Pessoa transforma-se em poema

http://bit.ly/CdOQx


por LusaHoje
A Casa Fernando Pessoa (CFP Casa Fernando Pessoa (CFP) transforma-se hoje num poema, por dentro e por fora, com várias versões de uma ode de Ricardo Reis impressas na fachada exterior e nas paredes do edifício lisboeta.
A inauguração da casa-poema será acompanhada de animação de rua, ao longo do dia, e às 19:30, actores da Tenda - Palhaços do Mundo dirão poemas de Pessoa das janelas da casa do poeta para a rua, indicou a CFP em comunicado.
"s 21:30, na rua (Coelho da Rocha, em Campo de Ourique), realiza-se um espectáculo musical pelo Flak Ensemble.
Seguir-se-á, pelas 22:30, a representação da peça de teatro "Todos os Casados do Mundo são Mal-Casados", com dramaturgia da escritora Inês Pedrosa, directora da CFP, a partir de textos de Ovídio e Fernando Pessoa, encenada e interpretada por Diogo Dória.

terça-feira, setembro 08, 2009

ALEXANDRE ACAMPORA S/T


Procure nas cidades
Procure nas matas de todo o planeta
Procure arredondado
Procure a redondilha
Porque o mundo é rotondo
E você é quadrado coitado.
 
Escape da bala perdida
Perdida está a vida
Tiroteio na avenida
Se jogue ao chão
Cudado
Rola chumbo grosso
Dos calibres do povo armado
O govenador trafica cocaína
O presidente cafunga na esquina
A autoridade imoral é banal
Só não faço sexo anal
Diz a puta num bacanal.
 
Já fumou um back?
Por que não mata uma pedra
E explode os miolos num crack?
 
A poesia
O poema
O tema
A critica titica
Crítica de merda
Resposta pra você
É soneto do Mário Faustino.
 
Pega leve
Pega leve
Que a ladeira é breve.
 
Pelos campos do senhor
Lancei sementes de mostarda
Não porque para um monge é sagrada
Mas para comer pão com linguiça
Molho de tomate e mostarda
E pra dizer que o mundo é redondo
Rotondo rotundo robusto como o busto
De um índia Kraô.
 
Itaquaquecetuba
Tú entuba?
Caranguatatuba
Entuba?
Ubatuba
Tuba?
Tuba tum tiscatum tuba tum
Sabe o significado de tuba
Na língua dos índios daqui?
Tuba prazer e escrever
Tuba prazer em responder
Tuba prazer  renascer
 
Parir
Parear
Parecer a palavra
O mel
O mal
O eu melado viscoso
Lento
Lendo
A poesia reflete o sistema
Deflete o sistema
Detesta otoridades.
 
Otário
Já encarou o povo faminto?
A luta pela terra?
 
A poesia o poema o mito
O mytheo os gregos
O mytheo a narrativa
Ativa sativa saliva sêmem
Água vida
A mitologia é a lavra a larva
A larva escorre
O tempo endurece a alma
A mãe a terra
O trem o avião a fibra ótica
Letra
Litera
Leite
Letra latente
Alimento do espírito
Ilusão
O verbo já era deus
O homem
Fez - se verbo
A parbola parole palavra
Role
Rola a coisa
A literatura
Paixão da humanidade.
 
Saiba bem
A natura a phisis
A estética
Imagética
Não saiba
Seja
Seja lá quem você for.
 

sexta-feira, setembro 04, 2009

Cordel para Haroldo de Campos APUD CRONÓPIOS


 http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=4174#texto
Por Gustavo Dourado

 
Ano 1929:
Agosto irradiava...
Era dia dezenove:
Haroldo siluminava...
Chegava à Paulicéia:
Sualmazul avoava...

Poeta Haroldo de Campos:
Poetás multiescritor...
Concretizou a poiesis:
Zensaísta traductor...
Reverbivocovisualma:
Espiritom trancriator...

Haroldo (Eurico Browne) de Campos:
Nasceu em Sampa, capital...
Várias idiomas estudou:
Poeta  multilingual...
Fez na crítica literária:
Análise multicultural...

Faculdade de Direito da USP:
No final dos anos quarenta...
O Auto do Possesso:
Primeiro livro inventa...
Sai do Clube de Poesia:
Que tinha  pouca  pimenta...

Geração de 45:
Reação ao Modernismo...
Com raríssima exceção:
A volta ao pieguismo...
Poesia arcaica versiva:
Velho conservadorismo...

Lá  não dava pra ficar:
Movimentou  o Concretismo...
Noigandres agrupou-se:
Foi  um grande cataclismo...
Sacudiu a  pasmaceira:
Deu  um golpe  no cinismo...

Doutorou-se Pela USP:
Antônio Candido orientou...
Foi professor:na PUC:
Sabiamente ensinou...
Na Universidade do Texas:
Em Austin bem  lecionou...

Editora Perspectiva.:
Signos em coleção...
Poesia e Semiótca...
Arte e transcriação...
Na poética foi um às:
Um mestre na tradução...

Passada a fase concreta:
Mil Galáxias aflorou...
Constelações de poesia:
Em sua arte  pulsou....
Navegou na Via-Láctea:
O sonho multiversou...

A Arte no Horizonte do Provável:
Belo ensaio literário...
A Ilíada de Homero:
Transcreveu o helenário...
Reinovou a linguagem:
Voou no vocabulário....

Alicerçou a Poesia Concreta:
Na raiz...Na criação...
Com Augusto e Décio:
Fez a elaboração...
Argamassa na poiesis:
Concrevia construção...

Agosto foi o seu mês:
Morrenasceu literal...
Vanguartista creativo:
Noigandres em seu quintal...
Ganhou vários Jabutis:
Pelo trabalho colossal...

Foi procurador da USP
Até se aposentar...
Gomringer, Heissenbüttel:
A vanguarda a transcriar...
Haicai, Ponge, Ungaretti:
Poe a poesia no ar...

Renovou a tradução:
Deu um novo visual...
Poundemônio da linguagem:
Pesquisou o Provençal...
Experenciou mil linguagens:
Revolução signal...

Ano 1959:
Na Europa quase um ano...
Encontro de Stockhausen:
Com o poeta paulistano...
E em Rapallo, com Pound:
Cantos além do oceano...

Abolição do verso:
Poesia visual...
Sonoridade...Semântica:
Transmutação signal...
Nova estética literária:
Deu-se um sismo cultural...

Com Carmen de Paula Arruda:
Foi Haroldo bem casado..
Pai de Ivan Pérsio Campos:
Único filho consagrado...
Ano 1962:
Foi um tempo abençoado...

Tempo de Arte Eletrônica:
Princípio da Informática...
Filosofia e Estética:
Poesia Matemática...
Max Bense, Stuttgart:
Insurge nova temática...

Viagem a Baden-Baden:
Pierre Boulez entrevistou...
Com poetas italianos:
E Umberto Eco contatou...
Teoria da obra aberta:
Haroldo prenunciou...

Conferência em Praga:
No auge do concretismo...
Obra de Guenádi Aigui
Arte. Experimentalismo...
Joseph Hirsal e Novak:
Expressões do vanguardismo...

PEN American Center:
“O Escritor na Era Eletrônica”...
Congresso em Nova York:
LatinAmérica em tônica...
Neruda, Llosa, Ocampo, Monegal:
Haroldíade sinfônica...

XXXIV International PEN:
Por McLuhan presidido...
Representou o Brasil:
Com seu saber destemido...
Presença fundamental:
Haroldo sempre aguerrido...

Conheceu Roman Jakobson:
Na Califórnia afamada...
Martin Codax na história:
Em carta bem estudada...
Lingüística e convivência:
Em  linguagem rebuscada...

Presenza d`Italia in Brasile:
Sua obra é premiada...
Metalinguagem & Outras Metas:
Crítica bem ensaiada...
Resgate de autores brasileiros:
Na pátria desmemoriada...

No Largo de São Francisco:
Ciências Jurídicas e Sociais:
Durante a década de 60:
Fez ensaios magistrais...
Regatou vários autores:
Oswald e  outros mais...

Redescobriu Sousândrade:
Contato com a vanguarda...
Literatura em Paris:
Cultura muito elevada...
Conheceu Octavio Paz:
Obra Blanco transcriada...

Ligado na Tropicália:
Torquato, Gil, Caetano...
Mário Faustino, Oiticica:
Brasília no altiplano...
Teoria da Poesia Concreta:
Para além do oceano...

O cinema sempre em  pauta:
A poética da imagem...
Bressane...Ivan Cardoso:
Cine Sétima Linguagem...
Semiótica...Cibernética:
Transposição da mensagem...

Recebeu a Guggenheim:
Pesquisa no estrangeiro...
Europa...Estados Unidos:
Doutorado brasileiro...
Morfologia do Macunaíma:
Haroldo é um luzeiro...

Aprendizagem do Russo:
Com Schnaiderman, parceria...
Maiakovski era o alvo:
Sua  instigante poesia...
Arte em perspectiva:
Língua e semiologia...

Traduziu poetas russos:
Foi professor visitante...
Por duas vezes no Texas:
Pesquisador triunfante...
Literatura hispânica:
Cada vez  mais radiante...

Contato com os hispânicos:
Cortazar...Cabrera Infante...
Personagem de Un tal Lucas:
Em um caso interessante...
Na Universidade de Yale:
Foi professor visitante...

Semiótica no Brasil:
Introduziu seu linguajar...
Semiótica da Literatura:
Foi professor titular...
Na pós-graduação da PUC:
Soube bem comunicar...

Professor Emérito da PUC:
Ensinamento elevado...
Conhecimento de proa:
Em nível pós-graduado...
Estudo da língua hebraica:
Pentateuco decifrado...

Convite da Japan Foundation:
Vai ao país do sol nascente...
Bashô e Fenollosa:
Literatura do oriente...
Presença internacional:
De um poeta consciente...

Instituto Cultural de Israel:
Viagem à terra  hebréia...
A terra de Salomão:
A conhecida Judéia:
Sagrada Jerusalém:
Conflitos na Filistéia...

Poetas israelenses:
Guri, Zach, Amichai...
Contatos e traduções:
Da Europa ao Uruguai...
Leitura de James Joyce:
Panaroma lá se vai...

Da Ilíada de Homero:
Fez tradução integral...
No Bloomsday se cultua:
O escritor genial...
Homenagem no Uruguai:
No Salto Oriental...

Aliança Cultural Brasil-Japão:
Espanha e Dinamarca...
Haroldo foi consagrado:
Deixou sua boa marca...
Poesia de alto quilate:
Navega na eterna barca...

Dezenas de homenagens:
Em vida ele recebeu...
Teve  o reconhecimento:
Por tudo que concebeu...
Sua vida  é obra-prima:
Que a mãe natura leu...

Ciclo Internacional de Poesia:
Copenhagen`s International...
Leitura de seus poemas:
Poetry of Festival...
KulturRegion Stuttgart:
Exvoco musical...

Éden: um tríptico bíblico:
Postumamente publicado....
Galáxias é experimento:
Prosa e verso utilizado...
Texto em diluição:
Alto significado...

Galáxias na Alemanha:
Symphosophia Experimental...
Visual & Concrete Poetry:
Yale universal...
New Haven-USA:
Poêmica harodial...

IIIª Biennale Internationale des Poetes:
Na França tradicional...
Paris, Lyon e Marselha:
Haroldo exponencial...
Título de Chevalier:
Na esquina cultural...

Poética da Tradução:
Curso International...
Em Tenerife, Espanha:
Nome referencial...
Em Medellín, Colômbia:
Luz  no VI Festival...

Enciclopédia Britânica:
Relato em biografia...
II Congresso Arte e Ciência:
A USP o reverencia...
Centro Mário Schenberg:
Haroldo bem merecia...

Doutor Honoris Causa:
Universidade de Montreal...
Tradução como Gênero Literário:
Um curso monumental...
Residencia de Estudiantes:
Em Madrí, foi magistral...

Homenagem a Haroldo de Campos::
A PUC o homenageou...
Paz, Infante, Derrida:
Cabral se manifestou...
Kakemono de Ohtake:
Haroldo glorificou...

Elogio de Derrida:
Horizonte da literartura...
Mesa-redonda em Frankfurt:
Mestre de alta cultura...
Sábia erudição:
Transciência na leitura...

Lumière/Unupadec:
Prêmio Internacional...
Conquistado na Itália:
Na Roma imperial...
Ressurgences Baroques:
Em  Paris memorial...

Premio Octavio Paz:
Por ensaio e poesia...
Prêmio John Jameson:
Haroldo conquistaria...
Translation and Poetics:
Transcriação com magia...

Alexander von Humboldt:
Simpósio em Berlim...
Em diversos seminários:
Traduções que não tem fim...
Haroldo pelo que fez:
Gênio tim tim por tim tim...

Prêmio Roger Caillois:
Galáxias em evidência..
Revues parlés em Paris:
Onze vozes de excelência...
Poeta glorificado:
Pela sua eficiência...

Pedra e Luz na Poesia de Dante:
Prêmio Fernando Pessoa...
Categoria tradução:
O seu texto sempre soa...
A UBE outorgou:
Fez uma escolha boa...

Ganhou prêmios mundiais:
Obra reverenciada...
Yale e Oxford:
Homenagem na jornada...
Pound, Joyce, Mallarmé:
Poesiarte de vanguarda...

Transcriava maestrino:
Homero, Heráclito, Dante...
Gênesis...Eclesiastes:
Torquateava adiante...
Teatro Nô japonês:
Língua Por tu Guesa Errante...

Goethe...Maiakovsk...Paz:
Poesia russa moderna...
Galáxias multiversais:
Signância infiniterna...
Xadrez de Estrelas no Céu:
Naturezarte-mãeterna...

A Educação dos Cinco Sentidos:
A Máquina do Mundo Repensada...
Girassólido Crisantempo:
Circum-lóquio na estrada...
Manifestança do Ser:
Na quintessência do Nada...

Istituto Italiano di Cultura di San Paolo:
Comitato di Collaborazione Culturale...
Projeto Yûgen/Fundação Japão:
É mister que aqui se fale...
Com Tomie e Koellreutter:
Samba, frevo, carnavale...

 “Dia Internacional da Poesia”:
Pela Unesco convidado...
Ministério da Cultura da Grécia:
Em evento celebrado...
Em Atenas e Delfos:
Haroldo iluminado...

À “Academia Mundial da Poesia”:
Pelo Unesco nomeado..
Institute for Opera and Poetry:
O mestre divinizado…
Poesia brasiliana:
Haroldo multiplicado…

Who`s Who in the World:
Biografia foi incluída...
Literatura japonesa:
Presente em sua vida...
Homenagem na USP:
Pela  obra destemida...

Exposição: em Genebra:
Noigandres em exposição...
Guggenheim de Nova York:
Homenagem à criação...
Eco, Bernstein, Perloff:
Haroldo em transmutação...

“O maior tradutor moderno de Dante”:
Umberto Eco declarou...
O Colégio São Bento:
Também o homenageou...
A Presidência da República:
In memoriam o consagrou...

Ano 2003:
Agosto se mediava...
Foi-se ao Espaço-Tempo:
Feito um quasar pulsava...
Na vasta caosmogonia:
Estreluzente psiderava...





Gustavo Dourado é escritor, poeta, cordelista, pesquisador, jornalista, professor. Autor de 12 livros e centenas de cordéis. Selecionado pela Unesco. Premiado na França, Alemanha e na Áustria. Tema de tese de mestrado e doutorado no Brasil e no exterior. Colunista do Cronópios. Colabora em jornais e revistas e em diversos sites, blogs e portais da internet.
Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o bloghttp://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado Antologia poética na Web:www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm E-mail: gustavodourado@gmail.com
 Creative Commons License

ELKE MARAVILHA X P CESAR PEREIO

ELKE SEMPRE ELKE! UM SER ILUMIINADO QUE PASSOU POR NOSSA GALÁXIA SUA BIOGRAFIA PELO CHICO FELIPETTI DEIXA A DESEJAR,BREVE COMENTAREMOS. TRIS...