sábado, novembro 14, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

LANÇAMENTO ANTOLOGIA

O discurso lírico de José Telles




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JOSÉ TELLES, em "O solo das chuvas", firma-se como uma das vozes mais destacadas no lirismo contemporâneo
Foto: MIGUEL PORTELA

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A projeção dos sentimentos, das atitudes individuais, ou seja, o eu que se inscreve como motivo maior, tudo isso tem caracterizado a poesia de José Telles. Seu discurso se volta, predominantemente, para o mundo interior, de onde se evolam imagens de um passado distante, fragmentos de paisagens, sombras de seres e coisas, para que, enfim, tudo se converta num exercício do encantatório. Percorrer tal universo é o motivo central dessa edição

A escritura de José Telles é, em sua essência, sobretudo lírica. Sua cosmovisão, portando, advém filtrada pelo que, dependendo da relação que estabeleça com o estar-no-mundo, pode anunciar-se como a expressão de um desencanto em relação à engrenagem social ou mergulhar mais em suas próprias entranhas, mostrando-se, desse modo, introspectiva e de um acentuado individualismo.

O solo das chuvas
Seu mais recente livro, O solo das chuvas, vencedor do Prêmio Osmundo Pontes/2007, não só confirma tal tendência, mas lhe aponta, por outro lado, mais uma faceta: a de, livro a livro, concentrar-se, predominantemente, num determinado interesse temático; e, com tal procedimento, encontrar - o que não deixa de ser inusitado - caminhos novos.

A obra aberta
A obra de arte literária comporta abertura; nesse sentido, visaremos a uma exegese desse livro, na busca de identificar-lhe os processos estilísticos e os caminhos temáticos, visando, com isso, descrever-lhe a composição, concentrando-nos, especificamente, nos processos metalinguísticos.

O poema-título imprime-se, antes de tudo, como uma epígrafe do próprio livro, uma vez que , de certa forma, tanto lhe antecipa as preocupações temáticas, como, por outro lado, também diz respeito a determinados procedimentos estilísticos por que há de orientar-se a expressão literária do Autor, constituindo caminho para a sua poética: (Texto I).Trata-se, portanto, de um metapoema, uma vez que reflete acerca da relação que o eu lírico mantém com o fazer poético. Decompostas as "têmperas", isto é, o ímpeto para a sua caça às palavras, entrega-se, passivamente, à insônia. No entanto, surge "Um solo de chuva", com a força de seu sumo inaugural: a poesia apresenta-se ao poeta, rompendo a crosta que o separava do encantamento; por isso, tudo o que é efêmero se conserva, magicamente, em sua escritura, sendo, assim, "o sal" de seu "delírio". O que a vida lhe tira, com a gravidade de sua ferrugem, recupera poeticamente - e isto o pacifica. O verso "Um solo de chuva", relacionado à natureza geral das composições, revela a natureza plural do título "O solo das chuvas": se há uma relação intrínseca entre o poeta e o poetar, o "solo" é o livro; e as "chuvas", os poemas - suor e lavoura, colheita do embate do eu lírico com o mundo.

CARLOS AUGUSTO VIANA

segunda-feira, novembro 09, 2009

Javier Cabrera










POEMAS SUELTOS DEL LIBRO


Imagem Paulo Vasconcelos


ÓXIDO DE CALCETÍN (2008-2009) / Inedito





A veces, en días tan chatos como estos,
en los que uno se planta mustio y acaba
rezongando lo peor acerca de sí mismo,
uno resuelve que le vendría estupendo eso
de poder reencarnarse y corregir cuanta
mofa hubiera perpetrado en días infaustos.
O en otras ocasiones en las que uno anda
embotado, se le desinfla el tiempo, y la vida
mengua para lo tanto que pretende numerar.
Claro que uno piensa, ¿y si esto de escribir
versos es definitivamente inútil, y acabaras
reencarnado en un pescado, de qué te sirve?
O en el peor de los casos, y aún reencarnado
en uno mismo: ¿ya a las primeras de cambio
serás poeta?¿Y vas a recordar al punto dónde
dejaste pendiente de tachar el último verso malo?
A fin de cuentas, nada con tan poca sustancia
ni más nimio para reencarnarse que un poeta.

A veces, en días tan chatos… Mejor dejarlo,
vaya a ser que ocurra y ya no tenga remedio.



JAVIER CABRERA (Islas Canarias, España, 1953). Autor, antólogo y editor. De sus 10 libros de poesía publicados los últimos son: Humus (LPGC, 2003) y Huracán la Luz (Cuba, 2006). Como antólogo ha publicado cinco, los últimos: Acantilado y silencio. Panorámica de la generación poética grancanaria de los ’80 (Gran Canaria, 2004) y La poesía no se detiene. Antología de Antonio Hernández Pérez (SCT, 2007). Su obra aparece recogida en diversas antologías y selecciones nacionales y extranjeras, las más recientes: Enciclopedia de la Literatura Canaria (SCT, 2007) y Este es mi brazo. 10 años de Abrace (Montevideo, 2009). Ha obtenido varios premios y menciones de poesía: ‘Tomás Morales’ (Islas Canarias, 1985); ‘Ciudad de Alcorcón’ (Madrid, 1987); ‘Esperanza Spínola’ (Islas Canarias, 1990); ‘Ciudad de Las Palmas de G. Canaria’ (Islas Canarias, 1993) y ‘La Porte des Poètes’ (París, 2007). Es director de la colección de poesía internacional ‘puentepalabras’, en la Editorial Puentepalo (LPGC). Colabora en diversas revistas literarias y culturales, nacionales y extranjeras, con aportaciones últimas en INSULARIA, Nº 3 y MORALIA, Nº 8 (Canarias, 2009); ABRACE. CULTURA, Nº 10 (Uruguay, 2009) y TIERRA VERDE, Nº 7 (Ecuador, 2009). De entre los últimos eventos literarios a los que ha asistido destacan: 1as. Jornadas Culturales Cubano-Canarias, 2008 (La Habana, Cuba); XVII Feria Internacional del Libro de La Habana, 2008 (Cuba); XII Encuentro Internacional de Poetas de Zamora, 2008 (Michoacán, México); V Feria de la Edición en Canarias, SCT, 2008 (Islas Canarias, España); II Encuentro Poético Insular de Gáldar, 2009 [Poeta invitado] (Gran Canaria, Islas Canarias); XXIX Festival del Caribe: Encuentro de Poetas del Caribe y el Mundo, 2009 (Santiago, Cuba) y II Festival Internacional de Poesía en Puerto Rico, 2009 (San Juan, Puerto Rico). Recientemente ha sido invitado al ‘V Encuentro de Poetas de Toledo’ (España) -a celebrar del 5 al 7 de diciembre de 2009.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Manuscrito de José Régio avaliado em 7000 euros vai à praça

Imagem P Vasconcelos
por LusaOntem D de Notícias PT http://dn.sapo.pt/cartaz/livros/interior.aspx?content_id=1411640

Um manuscrito com mais de 70 anos do escritor José Régio, que pode atingir os 7000 euros, é uma das mais de 600 obras de uma biblioteca particular que vai ser leiloada em Lisboa no próximo fim-de-semana.
Esta será a terceira parte de quatro sessões de leilão das mais de 3500 obras da biblioteca particular do pai do actual presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, onde se destacam alguns manuscritos de escritores como Ramalho Ortigão, José Régio e Eliezar Kamenezky, num conjunto que reúne obras dos séculos XVI aos XX.
De acordo com a responsável da iniciativa, Isabel Maiorca, "as expectativas são as melhores" para os leilões que vão realizar-se no Palácio do Correio Velho, em Lisboa.
"Esperamos que o resultado desta sessão seja igual às sessões antecedentes, onde vendemos praticamente todos os livros", contou a responsável, sublinhando que na quinta e sexta-feira haverá uma exposição das obras que vão depois à praça com valores base de licitação que variam entre os 150 e os 7000 euros. .
O leilão abrange 645 lotes de diversas temáticas, entre as quais se destacam dois Livros de Horas, Arte, Literatura Portuguesa, História, Viagens, Roteiros, Genealogia, invulgares folhetos da época sobre a inauguração da estátua equestre del-Rei D. José I.
O lote com valor de licitação mais elevado diz respeito a um manuscrito de 1937 de José Régio, "um original, que comporta lindos desenhos do poeta", que poderá atingir os 7000 euros, de acordo com a leiloeira.
A exposição estará patente quinta e sexta-feira, também no Palácio Correio Velho, das 10:30 às 13:30 e das 14:30 às 19:00, sendo que o leilão de Livros e Manuscritos do Palácio do Correio Velho decorrerá sábado e domingo às 15:00.

terça-feira, novembro 03, 2009

CONCURSO NACIONAL DE POESIAS DIVULGA RESULTADO PR

IMAGEM PAULO VASCONCELOS
Retirado http://bit.ly/3P9zDt ZERO HORA PORTO ALEGRE





A Secretaria de Cultura do Paraná acaba de divulgar o resultado do Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody. O primeiro lugar foi conquistado pela mato-grossense Andreza Silva Pereira, que ganhou R$ 10 mil com o texto Sal-dor. Atrás dela, vem a gaúcha Claudia Schroeder, com a poesia Jantar, e o paraibano Valberto Cardoso da Silva, com Pré-destino.

O júri do evento foi composto por Domingos Pellegrini, Estrela Leminski e Fabrício Carpinejar.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Obra do poeta português Gastão Cruz chega ao Brasil-By Globo Prosa e Verso

Guilherme Freitas -



Com quase cinco décadas de atividade literária e mais de 20 livros publicados, o poeta português Gastão Cruz tem um extenso currículo - que inclui os prêmios do PEN Clube de seu país e da Associação Portuguesa de Escritores - mas só agora vê sua obra chegar ao público brasileiro, com o lançamento de "A moeda do tempo e outros poemas" (Língua Geral"). Organizado pelo professor de literatura portuguesa da UFRJ Jorge Fernandes da Silveira, o livro reúne a obra completa de Cruz, desde o primeiro poema, "A morte percutiva", de 1961, ao recente "A moeda do tempo", de 2006.

Cruz esteve no Rio para o lançamento do livro e falou para uma plateia numerosa na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, a respeito de sua obra e de sua relação com a poesia brasileira. Revelou sua admiração por Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto, e leu poemas dois dois autores que o influenciaram.


- Drummond teve tamanha influência sobre a geração anterior à minha, a dos anos 1950, que era como se fosse de fato de um poeta português.....

Luz do Leblon

No inverno tão
quente semelhante
a um verão amamos a
incerteza

Com voz igual
o mar retrata o ávido
cheiro do corpo o aroma a
sangue
impossível de manter escorrendo
sobre a pele molhada
de outro mar

O verão do Leblon nega o seu
nome
escondemo-nos
na luz reconhecendo-o




leia todo texto em Prosa e Verso Globo http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/default.asp

ELKE MARAVILHA X P CESAR PEREIO

ELKE SEMPRE ELKE! UM SER ILUMIINADO QUE PASSOU POR NOSSA GALÁXIA SUA BIOGRAFIA PELO CHICO FELIPETTI DEIXA A DESEJAR,BREVE COMENTAREMOS. TRIS...