sexta-feira, abril 30, 2010
domingo, abril 25, 2010
SOBRE LA INUTILIDAD DE LA POESÍA
por la revista Ñ=El ClarinSOBRE LA INUTILIDAD DE LA POESÍA
Apr 12th, 2010 | By Juan Claudio Alvarez | Category: Destacado, Poesía
En el año 1934, el poeta chileno Óscar Castro fundó, junto a otros ocho escritores y periodistas, un grupo literario. El primer objetivo de esta agrupación sería la publicación de la revista literaria “Actitud”, además de promover el desarrollo de todas las Artes. Todo esto ocurría en Rancagua, ciudad al sur de Santiago de Chile, antes y hoy dominada por el ajetreo del mineral de cobre de “El Teniente”. Durante la primera semana, el grupo no tenía un nombre que le identificara, y estos ocho primeros miembros – entre los que se encontraban personalidades destacadas de la literatura chilena de la primera mitad del siglo XX, como Nicomedes Guzmán u Óscar Vila Labra – salieron a la calle a buscar suscriptores para la revista. Uno de estos días, por la tarde, se encontraron a discutir las anécdotas de la jornada. Uno de ellos refirió al resto que, en uno de los negocios en donde había pasado a ofrecer la suscripción, le habían preguntado de qué trataba la revista. “Poesía”, contestó el interpelado, que a renglón seguido se encontró con la siguiente respuesta:
“¿Poesía…? Pero si eso es una cosa tan inútil…”
Se encontraba presente en la reunión un periodista de origen peruano, que en ese momento tomó la palabra y dijo: “¡Ese es el nombre del grupo! Los Inútiles.” A partir de ahí y en adelante, el Grupo Literario “Los Inútiles” ha proseguido en su labor de difundir la Poesía, el amor a las Letras y a las Artes en general. Con más o menos fortuna, pero siempre con entusiasmo, este grupo literario ha luchado por sostener la bandera de la creación en medio de un panorama muchas veces plano, monótono, típico de la vida de una provincia minera, en donde existe el convencimiento de que estos cuestionamientos y elaboraciones estéticas corresponden a un lujo de ricachones, de mujeres encopetadas y aburridas, o de señoritos demasiado sensibles. Grandes maestros, como el poeta Agustín Zumaeta o el pintor René Leal, o el Premio Nacional de Literatura Juvencio Valle, pertenecieron a “Los Inútiles” que siempre han reivindicado su inutilidad para cualquier cosa que no sea el desarrollo de las Artes y las Humanidades.
Sin embargo, cabe preguntarse: ¿sirve para algo la poesía?
Gonzalo Rojas / La Risa y otros poemas
Gonzalo Rojas / La Risa y otros poemas
Sobre el Autor
Gonzalo Rojas: Poeta Chileno (Lebu, Chile 20 de diciembre de 1917), pertenece la generación de 1938. Su obra se enmarca en la tradición continuadora de las vanguardias literarias latinoamericanas del siglo XX. Su figura es ampliamente reconocida a nivel Hispanoamericano. Ha sido galardonado, entre otros, con el Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana 1992, el Premio Nacional de Literatura de Chile 1992 y el Premio Cervantes 2003, siendo considerado el poeta vivo más importante de Chile.
Sobre el Autor
Gonzalo Rojas: Poeta Chileno (Lebu, Chile 20 de diciembre de 1917), pertenece la generación de 1938. Su obra se enmarca en la tradición continuadora de las vanguardias literarias latinoamericanas del siglo XX. Su figura es ampliamente reconocida a nivel Hispanoamericano. Ha sido galardonado, entre otros, con el Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana 1992, el Premio Nacional de Literatura de Chile 1992 y el Premio Cervantes 2003, siendo considerado el poeta vivo más importante de Chile.
quinta-feira, abril 15, 2010
Encontrada fotografia inédita de Rimbaud
São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África ()Encontrada fotografia inédita de Rimbaud15.04.2010 - 13:15 Por PÚBLICO
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Uma fotografia inédita de Arthur Rimbaud, que mostra o poeta sentado numa varanda do Hotel de l’Univers, em Aden, na Abissínia, foi encontrada por acaso por dois livreiros numa feira de rua de antiguidades. A imagem, a única que existe de boa qualidade mostrando Rimbaud adulto, não está datada, mas os dois livreiros, Jacques Desse e Alban Caussé, acreditam que pode ter sido captada no início de 1880.
São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África ()
A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.
São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.
Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.
quinta-feira, março 11, 2010
I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010

I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010
O Portal Amigos do Livro e a GSC Eventos Especiais estão organizando o I Concurso de Poesias Amigos do Livro / Flipoços - 2010, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.
O tema é livre e a inscrição é grátis.
O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.
Inscrições: até 31 de março de 2010, somente pela Internet, através do Portal Concursos e Prêmios Literários.
Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.
GSC Eventos Especiais, empresa responsável pelo FLIPOÇOS - Festival Literário de Poços de Caldas, escolherá uma Comissão Julgadora composta de 3 (três) membros de renomado prestígio literário e uma Comissão Organizadora que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.
REGULAMENTO
O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA, de no máximo 3 (três) páginas, digitado em Word, corpo 12, fonte Arial. Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto. A POESIA deverá ter obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo. Não há necessidade de ser inédita.
INSCRIÇÃO: Somente pela Internet utilizando-se da Ficha de Inscrição: AQUI.
PRÊMIO:
Publicação em Antologia de 40 (quarenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010.
A título de Direito Autoral cada autor receberá gratuitamente 5 (cinco) exemplares da antologia editados pela Scortecci Editora e entregues pela GSC Eventos Especiais.
JURADOS:
Alencar Mayrink
Betty Vidigal
João Scortecci
RESPONSABILIDADES:
GSC Eventos Especiais: 1) Escolha e Indicação da Comissão Julgadora do Concurso; 2) Promoção e Divulgação do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010; 3) Envio e postagem dos exemplares da antologia para os 40 (quarenta) Autores Vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010.
Scortecci Editora: 1) Editoração e Impressão da antologia do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010; 2) Lançamento da obra no estande da editora durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, em agosto de 2010; 3) Comercialização da obra ao preço de R$ 20,00 cada através da Livraria e Loja Virtual Asabeça; 4) Inscrições e suporte pela Internet através do Portal Concursos e Prêmios Literários.
Dados Técnicos da Obra:
400 (quatrocentos) exemplares, formato 14 x 21 cm, miolo Preto e Banco, capa 4 cores em papel em supremo 250 gramas, sendo: 200 (duzentos) exemplares para os Autores Vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços, 50 (cinquenta) exemplares para a GSC Eventos Especiais, 50 (cinquenta) exemplares da Divulgação / Mídia e 100 (cem) exemplares para a Scortecci Editora comercializar ao preço de R$ 20,00 cada, através da Livraria e Loja Virtual Asabeça.
Autores vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010 poderão adquirir exemplares extras diretamente com a editora com 50% de desconto, mais despesas de remessa.
Após 1 (um) ano da data do lançamento, havendo ainda livros em estoque, os mesmos serão doados para a GSC Eventos Especiais, para divulgação e promoção da Flipoços.
CRONOGRAMA:
- Inscrições: até 31 de março de 2010.
- Resultado: De 24 de Abril a 02 de maio de 2010 durante o 4º Flipoços - Festival Literário Nacional de Poços de Caldas.
Postado por PAULO A C VASCONCELOS às 19:48 0 comentários
terça-feira, março 09, 2010
Poesia Africana de Expressão Portuguesa-Alexandre Dáskalos

Biografia
Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império;
Nasceu no Huambo, antiga Nova Lisboa, em 1924. Fez a instrução primária e secundária em sua cidade natal. Em 1942 freqüentou o liceu de Sá da Bandeira, atual cidade do Lubango, onde concluiu o 7º ano. No ano em que concluiu os estudos secundários segue para Lisboa e matricula-se na Escola Superior de Medicina Veterinária, tendo-se licenciado cinco anos depois. Regressa a Angola em 1950. Em 1960, já muito doente foi para Portugal, onde faleceu no sanatório de Caramulo um ano depois.
Obra poética:
Poesias, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império.
Que é São Tomé
I
Quatro anos de contrato
com vinte anos de roça.
Cabelo rapado
blusa de branco
dinheiro no bolso
calção e boné
Eu foi São Tomé!
Calção e boné
boné e calção
cabelo rapado
dinheiro na mão...
Agora então volto
mas volto outra vez
à terra que é nossa.
Acabou-se o contrato
dos anos na roça
Eu vi São Tomé!
Cuidado com o branco
que anda por lá...
Não sejas roubado
cuidado! cuidado!
Dinheiro de roça
ganhaste-o. Té dá
galinhas... e bois...
e terras... Depois
já tiras de graça
o milho da fuba,
o leite, a jinguba
e bebes cachaça.
Eh! Vai descansado,
dinheiro guardado
no bolso da blusa.
Que é São Tomé?
Cabelo rapado
blusa de branco
dinheiro no bolso
calção e boné.
II
Este mente, aquele mente
outro mente... tudo igual.
O sítio da minha embala
aonde fica afinal?
A terra que é nossa cheira
e pelo cheiro se sente.
A minha boca não fala
a língua da minha gente.
Com vinte anos de contrato
nas roças de São Tomé
só fiz quatro.
Voltei à terra que é minha.
É minha? É ou não é?
Vai a rusga, passa a rusga
em noites de fim do mundo.
Quem não ficou apanhado?
Vai o sono, vem o sono
vai o sono
quero ficar acordado.
No meio da outra gente
lá ia naquela corda
mas acordei de repente.
Quero ficar acordado.
Onde está o meu dinheiro,
onde está o meu calção
meu calção e meu boné?
O meu dinheiro arranjado
nas roças de São Tomé?
Vou comprar com o dinheiro
sagrado da minha mãe
tudo quanto a gente come:
trinta vacas de fome,
galinhas... de papelão.
Vou trabalhar nesta lavra
em terra que dizem nossa
quatro anos de contrato
em vinte anos de roça.
Eu foi São Tomé!
Cabelo rapado
blusa de branco
dinheiro no bolso
calção e boné.
Aiuéé!
(No reino de Caliban II - antologia
panorâmica de poesia africana de ex-
pressão portuguesa)
LEULA ALFINIM -PERNAMBUCANA
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