sexta-feira, julho 09, 2010

JUAN GELMAN



Juan Gelman (Buenos Aires, 3 de Maio de 1930) é poeta, jornalista e tradutor argentino.
É provavelmente o mais importante poeta vivo da Argentina, vencedor do Prémio Cervantes em 2007.
Tem uma pequena colectânea de poemas publicada em Portugal em 1998 pela editora Quetzal, No avesso do mundo.
No Brasil há três edições de sua poesia: Amor que serena, termina? (antologia traduzida por Eric Nepomuceno), Isso (traduzido por Leonardo Gonçalves e Andityas Soares de Moura) e Com/posições (traduzido por Andityas Soares de Moura).


Allí

Nadie te enseña nada.
Nadie te enseña a ser vaca.
Nadie te enseña a volar en el espanto.
Mataron a miles de compañeros y nadie te enseña
a hacerlos de nuevo.
¿Cómo hago,
cómo hago yo?
¿hay que romper la memoria para que se vacíe
/como un vaso roto?
Me consuelo estúpidamente.
Miro navegar rostros en mi sangre y me digo
que no murieron aún.
Pero mueren aún
Y yo mismo, ¿qué hago mirando cada rostro?
¿Me muero en ellos cada vez?
En alguna telita del futuro habrán escrito /sus nombres.
Pero la verdad es que están muertos,
amortajados por la incomprensión.
Alzan sueños sin método
contra la vida chiquita.

domingo, julho 04, 2010

ROBERTO PIVA FALECE



Tome-se, como referência, seu "Poema XIV", de 20 Poemas com Brócoli, dedicado ao Carlinhos:

"vou moer teu cérebro. vou retalhar tuas

coxas imberbes & brancas.

vou dilapidar a riqueza de tua

adolescência. vou queimar teus

olhos com ferro em brasa.

vou incinerar teu coração de carne &

de tuas cinzas vou fabricar a

substância enlouquecida das

cartas de amor." (20 Poemas com Brócoli, 1981)

Sim,perdão


perdoa-me por te trair
perdão por te fazer chorar
...perdoai-me por te abandonar
perdoa-me por te pedir perdão,
perdoa-me por não existires!!!!!!!
Salemo Gale

DA VOCAÇÃO PARA A VIDA----- Everton Behenck



DA VOCAÇÃO PARA A VIDA

Desculpe meu choro
Senhor engenheiro

Não sou concreto

Nem entendo
Seu prédio

Estático

Não sei que fruta brota
De sua planta

Perdoe-me
Senhor juiz

Não sei de suas leis
Nem sei o que significa
Seu martelo

Para o desespero

Somos o que escolhemos
E isso não está em suas mãos

Desculpe
Senhor matemático

Estou cansado
Para seus resultados

Exatos

Minha fé
Não pula o muro
Dos seus cálculos

Calem-se
Psicólogos

Não quero discutir
O óbvio despropósito

Quero ser
Essa infinidade de gente

Que me desmente
A cada instante

Eu aceitaria
Sua esquizofrenia

Se ela fosse a resposta
Para a única

Pergunta

Por isso
Liberais de plantão

Me soltem a mão

Não me esperem para jantar
Em sua casa sem alma

Onde são devorados
Pelo silêncio da mesa

Posta

Everton Behenck

Os dentes da delicadeza - Everton Behenck - Não Editora -


GUARDEM O NOME DESTE POETA É DE UMA IMENSIDÃO INCRÍVEL..........

sábado, julho 03, 2010

POEMA DA NOITE Soneto 231 majoritário - Glauco Mattoso


POEMA DA NOITE
Soneto 231 majoritário - Glauco Mattoso
Mengão ou Coringão, qual a torcida
mais roxa e numerosa do país?
Do verde o que seria, assim se diz,
se fosse do amarelo a preferida?

Governo, oposição, qual a medida
que vai quantificar tantos brasis?
A voz que vem das urnas contradiz
a popularidade reduzida.

Por mais que façam fé nos fãs ufanos,
o fato é que a torcida corintiana
não é maior que os anticorintianos.

Quanto ao poder, o povo não se engana.
Errado vota até por muitos anos.
Um dia, o saco cheio vence a grana.



Glauco Mattoso é o pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva (São Paulo, 29 de junho de 1951) - É um poeta brasileiro. Seu nome artístico é um trocadilho com glaucomatoso, termo usado para os que sofrem de glaucoma, doença que o fez perder progressivamente a visão, até a cegueira total em 1995. É também uma alusão a Gregório de Matos

ELKE MARAVILHA X P CESAR PEREIO

ELKE SEMPRE ELKE! UM SER ILUMIINADO QUE PASSOU POR NOSSA GALÁXIA SUA BIOGRAFIA PELO CHICO FELIPETTI DEIXA A DESEJAR,BREVE COMENTAREMOS. TRIS...