quinta-feira, agosto 27, 2015

sábado, agosto 08, 2015

CAZZO FONTOURA

deus enfim
dobra o dedo
outrora
em riste
numa carícia
inesperada afoita
e desde então
o despudor toca firme
à babel que ascende
em vertigem
ratifica o calor
concreto.......
in Leitura Neonreciclada
Ana Caja

Sem pedalar forte, ele foi e encontrou-se
com o vento, nunca mais voltou.
Ele era assim,flauta, catavento,folha seca.
Nunca mais voltou..

sexta-feira, janeiro 24, 2014

NATAL SEM TÍTULO Selma Vasconcelos

NATAL SEM TÍTULO a cor vermelha da esperança de tanto sangue verde derramado por entre papeis, papelões, pacotes todos vazios ávidas retinas de desejos incontidos rastream a solidão inutil da cor redentora do amor entre os homens

Mais um Ano 2014

Bom Ano...............

sexta-feira, setembro 20, 2013

Samarone Lima CE

Saio à procura de memórias, palavras, Murmúrios. Encontro apenas escadas, corredores, Maçanetas geladas De lugares que nunca vi. De nada adianta Esta busca frenética: Tudo está no subsolo. O esquecimento passa, arando. O esquecimento anda com uma sacola Cheia de outras sementes (é aleatório em seus costumes. Ama e esquece. Ama e malquer. Não ama e diz Amor). Melhor não buscar, Samarone. Aquieta-te. Amordaça teu desejo de alcançar O que já nem sombra é. Nunca foi. Deixa a memória adormeça. Que se proteja Como as vítimas do frio Apenas se tocando Em gestos impulsivos Em silêncio. Apenas se tocando Se aquecendo. Apenas morrendo.

sábado, julho 06, 2013

Katia Borges

Minha avó era cega. Dela, herdei a capacidade de ver sem usar os olhos. E a paixão por uns sambas antigos. Partido alto, dona Ivone Lara. Minha avó era alta. Os cabelos muito lisos e compridos envolviam a cintura. Eram penteados com cuidado, todas as tardes, e presos em um coque. Os vestidos, de tecido barato, quase cobriam os pés. Minha avó contava histórias de assombrar, ensinava a amar certas canções e fazia predições todo final de ano. Eu fugia com medo do futuro, e me escondia no quarto. O presente me bastava com seus fantasmas e as notícias do mundo no Fantástico. Minha avó gostava de beber aperitivos, de mascar fumo e de me ouvir cantar uma música de um português chamado Hermes Aquino. Poucos se lembram dele. Poucos se lembram dela. Poucos se lembrarão de mim. Minha avó era cega. Dela, herdei a capacidade de ver sem usar os olhos Katia Borges Salvador

ELKE MARAVILHA X P CESAR PEREIO

ELKE SEMPRE ELKE! UM SER ILUMIINADO QUE PASSOU POR NOSSA GALÁXIA SUA BIOGRAFIA PELO CHICO FELIPETTI DEIXA A DESEJAR,BREVE COMENTAREMOS. TRIS...