Pegou-me de cheio homem
As bandas de tuas mãos, como se fora
pedaço de troço viscoso,
ardente e de cheiro de medos,
coisa grande maior que a palma de teus olhos,
Pensos, pendidos que não sabem, nem decidem.
Pra quê?
Penduro-me teso nos teus algodoais escondidos
Mas vejo-os tecidos como linho, cambraia que me envolvem
Vinhas tu com os panos de peixes antigos, cheiros de sargaços, garoupas robustas, cavalas olhudas rasgando e tecendo
Tecidos de pedra, tramado com forças de mares.
Olhei teu olhos homem roubalo como se tu fora argola,
Dístico antigo de navios, caravelas afoitas, e de casco lodoso
De minhas mãos nasciam facas, viscosas, punhais de brilho
Afiadas por tua língua a cerzir meu corpo.
Eu te desejo homem caravela, água viva que me salva deste lodo não iodado.
Quero tuas mãos como angu em fome de de noites longas.
Eu te amo homem, que não chefia minhas angústias, mas me das outras
E te-las é viver um bardo de violas cantando fados
E finco-em aos teu olhos- bocas de abalo
Como touceira nova, dirigida pelo teus sois.
Eu te amo homem, pelo que de nada em nada se tece o vento o ar
E por acaso respiro um ....troço amoitado acoitado.
quarta-feira, dezembro 05, 2012
A ....Astancia Ancoura CE
ROSANA ">
Pegou-me de cheio homem
As bandas de tuas mãos, como se fora
pedaço de troço viscoso,
ardente e de cheiro de medos,
coisa grande maior que a palma de teus olhos,
Pensos, pendidos que não sabem, nem decidem.
Pra quê?
Penduro-me teso nos teus algodoais escondidos
Mas vejo-os tecidos como linho, cambraia que me envolvem
Vinhas tu com os panos de peixes antigos, cheiros de sargaços, garoupas robustas, cavalas olhudas rasgando e tecendo
Tecidos de pedra, tramado com forças de mares.
Olhei teu olhos homem roubalo como se tu fora argola,
Dístico antigo de navios, caravelas afoitas, e de casco lodoso
De minhas mãos nasciam facas, viscosas, punhais de brilho
Afiadas por tua língua a cerzir meu corpo.
Eu te desejo homem caravela, água viva que me salva deste lodo não iodado.
Quero tuas mãos como angu em fome de de noites longas.
Eu te amo homem, que não chefia minhas angústias, mas me das outras
E te-las é viver um bardo de violas cantando fados
E finco-em aos teu olhos- bocas de abalo
Como touceira nova, dirigida pelo teus sois.
Eu te amo homem, pelo que de nada em nada se tece o vento o ar
E por acaso respiro um ....troço amoitado acoitado.
Pegou-me de cheio homem
As bandas de tuas mãos, como se fora
pedaço de troço viscoso,
ardente e de cheiro de medos,
coisa grande maior que a palma de teus olhos,
Pensos, pendidos que não sabem, nem decidem.
Pra quê?
Penduro-me teso nos teus algodoais escondidos
Mas vejo-os tecidos como linho, cambraia que me envolvem
Vinhas tu com os panos de peixes antigos, cheiros de sargaços, garoupas robustas, cavalas olhudas rasgando e tecendo
Tecidos de pedra, tramado com forças de mares.
Olhei teu olhos homem roubalo como se tu fora argola,
Dístico antigo de navios, caravelas afoitas, e de casco lodoso
De minhas mãos nasciam facas, viscosas, punhais de brilho
Afiadas por tua língua a cerzir meu corpo.
Eu te desejo homem caravela, água viva que me salva deste lodo não iodado.
Quero tuas mãos como angu em fome de de noites longas.
Eu te amo homem, que não chefia minhas angústias, mas me das outras
E te-las é viver um bardo de violas cantando fados
E finco-em aos teu olhos- bocas de abalo
Como touceira nova, dirigida pelo teus sois.
Eu te amo homem, pelo que de nada em nada se tece o vento o ar
E por acaso respiro um ....troço amoitado acoitado.
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